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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O roubo do martelo de Thor

     A história do roubo do martelo é contada no poema Thrymskivida (Þrymskviða) na Edda poética. Neste poema, certo dia Thor acordara em seu palácio e notou que o seu martelo não se encontrava no lugar onde havia deixado. Ele começou a procurar pelo martelo, e tardando a não encontrá-lo, suspeitou que o mesmo havia sido roubado. Na ocasião de sua busca ele encontrou Loki e lhe contou o ocorrido. Embora Loki cause problemas aos deuses, ele também em alguns momentos os ajuda. 

     Loki tivera um palpite, então os dois seguiram até o Palácio Folksvang, o lar da deusa Freya, a maior importante das Vanir. Freya era considerada a mais bela das deusas, bastante semelhante a Afrodite dos gregos, pois ela também era uma deusa do amor, do sexo, da sensualidade, da fertilidade, etc. 

     Loki pediu uma capa de penas de falcão para a deusa, esta emprestou, e assim Loki pôde voar pelo céu, seguindo até Jotunheim onde ele descobriu o lar do gigante Thrym, o qual era bem rico, possuindo vários cachorros que guardavam sua propriedade, além de possuir vários cavalos. O poema não explica direito como Loki sabia que Thyrm havia roubado o martelo, mas este questionou o gigante acerca do martelo de Hlórridi (um dos epítetos de Thor). O gigante respondeu que havia pego o martelo (embora não saibamos como ele conseguiu adentrar Asgard, invadir Bilskirnir e roubar o martelo) e o escondera nas profundezas da terra. Para devolvê-lo ele pediu em troca a deusa Freya, para que pudesse tomá-la como esposa. 

     De volta a Asgard, Loki narrou a conversa com Thyrm, Thor decidiu procurar Freya e a obrigou a vestir o vestido de noiva e seguir para se casar com o gigante. A deusa se enfureceu e arrebentou seu preciso colar chamado Brisingamén. A deusa retrucou solicitando que um conselho dos deuses fosse convocado para se decidir tal questão, e assim foi feito. Durante o conselho o deus Heimedal sugeriu que Thor se vesti-se de noiva e fosse recuperar seu martelo, o poderoso deus retrucou contra, e nunca aceitaria se vestir de mulher, porém Loki intercedeu e disse que aquela era a solução a ser tomada. Thor acabou aceitando a condição. 

 Thor sendo vestido de noiva por duas deusas, enquanto os gatos da deusa Freya o observam. No canto direito podemos ver Loki espionando a cena. Aparentemente parece está achando graça daquilo tudo. 
     Após Thor se vestir de noiva, colocando enchimento para parecer os seios, assim como cobriu seu rosto e barba com um longo véu. Loki também decidiu ir junto para ajudá-lo, assim ele se transformou numa mulher, passando a dizer que seria uma serva de Freya e estava sendo enviada para entregar sua senhora ao gigante Thrym e para levar o martelo de volta. 

Loki ajusta o véu de noiva de Thor. 
     Thor e Loki subiram na carruagem do deus do trovão e os dois bodes os levaram pelos ares até Jotunheim, chegando lá avistaram que uma grande festa de casamento havia sido preparada, e Thyrm aguardava com seus familiares e amigos a chegada da sua noiva. O local estava cheio de gigantes, os quais comiam e bebiam a vontade, pois Thyrm se gabava de ser bastante rico. Quando os dois chegaram no local, Thor se pôs a comer e a beber. O poema diz que o deus comeu um boi inteiro, oito salmões e bebeu três odres de cerveja. Thrym e os demais convidados ficaram espantados com aquilo, que mulher possuía tamanho apetite? Loki respondeu que a "deusa" não se alimentava e não bebia a oito dias, pois estava apreensiva pelo casamento, logo tinha muita fome.

     Ao chegar perto da noiva, o gigante notou que ela tinha olhos vermelhos, e achou aquilo estranho. Loki disse que os olhos "dela" estavam vermelhos pois ela estava com insônia e não dormira direito nestes últimos dias, pois tinha pressa em chegar. Thyrm mandou chamar sua irmã e que ela trouxesse o martelo para usá-lo como símbolo de consagração de seu casamento. A giganta chegou trazendo o martelo e o entregou a noiva, de posse de seu martelo o deus sentiu seus poderes retornarem, então retirou o vestido de noiva e partiu para a vingança matando todos os gigantes e gigantas da festa.

Thor prepara-se para matar Thyrm. Loki e os demais convidados assistem o ato. 
     Para alguns mitólogos esse mito teria sido escrito na época que o Cristianismo adentrou a Escandinávia, e teria sido uma forma de desmoralizar o deus Thor, mostrando que seu martelo foi roubado e que ele teve que se vestir de mulher para recuperá-lo. Contudo, outros mitólogos acreditam que esse mito seja uma metáfora para ligar o martelo como um símbolo de força e virilidade do deus, e quando este o perdeu, acabou perdendo estes atributos, daí o fato de se vestir de mulher, pois o martelo foi associado a um símbolo fálico. 


Fonte das ilustrações e texto:
http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br

A pescaria de Jormungand



     Jormungand era um dos três filhos de Loki com a giganta Angrboda. Ele possuía a forma de uma gigantesca serpente, daí ser conhecido pelos epítetos de a "Serpente do Mundo" ou a "Serpente de Midgard". Jormungand era irmão do gigantesco lobo Fenrir e da deusa dos mortos, Hel. A medida que ele começava a crescer rapidamente, Odin temendo os problemas que ele viesse a causar, o lançou as profundezas do oceano. Neste caso temos que saber que os escandinavos consideravam que o mundo fosse circular e plano, e houvesse um vasto oceano circular, daí alguns mitos falarem que Jormungand era tão grande que conseguia contornar este oceano e morder a própria cauda.

Jormungand, a Serpente do Mundo. 
     No texto sobre Odin, vimos que Fenrir estava predestinado a matar o rei dos deuses durante o Ragnarok, logo, no caso de Jormungand, ele estava predestinado a confrontar Thor numa luta de vida ou morte. Mas, antes disso acontecer, houve uma ocasião que o ruivo deus tentou antecipar o confronto, indo atrás da gigantesca serpente. 

      Existem várias versões sobre o mito, mas a versão da Edda em prosa é uma das mais conhecidas, possuindo detalhes que outras versões não possuem. Nesta história fala-se que Thor partiu de Asgard para encontrar o gigante Hymir o qual se dizia ser pai de Tyr, o deus da guerra. Thor assumiu a forma de um jovem e foi encontrar o gigante. Ele aguardou o amanhecer para se apresentar a Hymir. Quando este acordou, após se vestir e se alimentar, seguiu para o seu barco, na ocasião Thor foi falar com ele, pedindo que pudesse acompanhá-lo na pescaria, mas Hymir relutou em concordar, pois disse que o garoto era jovem demais, e era inexperiente, teria medo, fome e sentiria frio; apenas iria atrapalhá-lo. De acordo com Snorri aquilo irritou o deus, e o mesmo quase desferiu uma martelada no gigante. Temos que nos lembrar que o deus em geral tinha pouca paciência com aqueles que o contrariavam.

      Hymir acabou aceitando o pedido do rapaz e disse para ele arranjar sua própria isca. Thor foi até a manda de bois do gigante, e procurou pelo maior boi, o qual era chamado Himinhrjót, então ele matou o animal e lhe cortou a cabeça, a levando consigo. Os dois seguiram viagem pelo mar; Hymir remava velozmente, e logo chegou ao local que costumava pescar linguados, mas Thor pediu que eles fossem para mais longe; o gigante achou aquilo estranho, mas concordou, mas novamente o deus pediu para que fossem ainda para mais longe. Hymir disse que seria perigoso, pois poderiam se deparar com a Serpente de Midgard.

      Ao chegar no local mais distante que haviam ido mar adentro, Thor soltou os remos e começou a preparar a linha de pesca, o anzol, e finalmente pregou a cabeça do boi neste, então o lançou nas águas, esperando que fosse bem fundo.

Gravura de um livro islandês do século XVII, retratando Thor jogando o anzol com a cabeça do boi Himirhtjót, enquanto o gigante Hymir o observa. 
     "A serpente de Midgard mordeu, então, a cabeça do boi e o anzol imediatamente se prendeu a sua boca; quando isso ocorreu, ela repuxou tão violentamente que os punhos de Thor se chocaram contra o barco. Thor se enfureceu e elevou tanto sua força divina que suas pernas vazaram pelo fundo do bote e seus calcanhares se enterram no fundo do mar. Trouxe, desse modo, a serpente a bordo, e deve ser dito que ninguém jamais presenciara visão mais amedrontadora do que aquela em que Thor fixava seus olhos na serpente, que o encarava de volta, babando veneno". 

      Hymir ao ver a terrível criatura ficou com tanto medo que por um momento ficou sem reação. Thor puxou a cabeça da serpente para fora da água, então com a outra mão brandiu seu martelo e preparou para desferir um golpe, mas Hymir reagindo contra o medo, levantou-se e cortou a linha, libertando o monstro. Thor chegou a lançar Mjölnir, mas este apenas atingiu as ondas que a serpente deixou para trás. Revoltado pela covardia e intromissão do gigante, Thor o golpeou e o matou. 

Hymir cortando a linha que prendia Jormungand. 
     Ficando frustrado com o ocorrido, o deus remou de volta até terra firme e foi embora. Contudo, o conflito derradeiro entre deus e monstro só viria a ocorrer no Ragnarok. Mas essa segunda história, novamente revela a força do deus, pois por duas vezes ele conseguiu erguer a gigantesca serpente. Não obstante, existe, uma versão que diz que Thor não mata Hymir nesse momento, mas o teria matado em outra ocasião, quando em visita a casa deste, o deus acabou discutindo com o gigante e lhe arremessou uma taça com tamanha força, que ela rachou a cabeça do gigante, o matando. 

Fonte das ilustrações e texto:
http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br

A viagem a Útgard: Thor é enganado

      A viagem de Thor a Útgard a qual é descrita neste mito como sendo a capital de Jotunheim é uma das histórias mais curiosas sobre o deus do trovão, pois nessa narrativa, Thor é enganado pelo rei gigante Útgard-Loki. Além disso, nessa história, também conhecemos mais um pouco do temperamento e orgulho do deus. Essa história não consta entre os poemas que formam a Edda poética, contudo na Edda em prosa, Snorri a narrou em detalhes. Irei resumir os acontecimentos aqui, pois tal mito ocupa algumas páginas do livre de Snorri. 
Thor e Loki seguindo viagem a Jotunheim. 
      Não se sabe ao certo os motivos da viagem, mas Thor e Loki estavam viajando por Midgard, até que certo dia próximo de anoitecer, Thor avistou uma fazenda, e lá foi pedir abrigo ao dono do local. Ele e Loki se reuniram a família do fazendeiro o qual possuía um filho chamado Tjálfi e uma filha chamada Röskva. Em algumas versões é dito que os dois irmãos são crianças, e outras eles aparecem como sendo adolescentes. A esposa do fazendeiro serviu o jantar, mas Thor como costumava comer bastante, sacrificou os seus dois cavalos (algumas versões dizem que foram os dois bodes negros), então os pois para assar, contudo, dissera que apenas a carne poderia ser consumida, a pele e os ossos deveriam ficar intactos. 
Contudo, o fazendeiro e Tjálfi quebraram um dos fêmur de uma das pernas. No dia seguinte, usando o seu poder Thor reviveu os dois animais, mas o que havia tido o fêmur partido, renasceu manco. Aquilo irritou o deus e o mesmo ameaçou matar toda a família, mas eles empalecidos de medo diante da face tempestuosa do deus ruivo, começaram a suplicar por misericórdia. O deus aceitou como rendição, que Tjálfi e Röskva fossem lhe entregue, para se tornarem seus servos. O fazendeiro aceitou a oferta.
   A partir desse acontecimento, os quatro seguiram viagem para Jotunheim até que certa noite, em meio a um bosque avistaram o que parecia ser a entrada de um grande palácio, onde lá passaram a noite. No dia seguinte, ouvindo um som alto e estranho, o deus saiu para investigar então encontrou ali perto um enorme gigante dormindo. Ele era bem maior do que o comum e se chamava Skrymir. 
     Os quatro consentiram em seguir viagem ao lado desse gigante e no entardecer, ele voltou a dormir, mas antes de o fazê-lo dissera que eles poderiam comer da comida que ele guardava em sua bolsa. Contudo, o poderoso Thor não conseguiu desatar os laços da bolsa, e isso o irritou ao ponto de atacar Skrymir. Thor por três vezes o golpeou na cabeça, mas nada aconteceu com o gigante. Nas três ocasiões, Skrymir acordou e voltou a dormir, achando que as pancadas fossem folhas ou frutas que havia caído das árvores. Thor ficara perplexo em ver que seus poderes não causavam dano aquele gigante.
Thor prepara-se para disferir uma martelada na cabeça de Skrymir, enquanto Loki, Tjálfi e Röskva assistem a cena. 
      No amanhecer, Skrymir disse que Thor e os demais teriam que ter cuidado quando chegassem a Útgard, pois o rei Útgard-Loki e seu exército eram bastante poderosos.
"Mas se chegardes até Útgard, observareis que homens maiores existem lá. Dar-vos-eis um conselho, porém: não vos comporteis de modo arrogante; os soldados de Útgardi-Loki não tolerarão arrogâncias de insignificantes como vós". (STURLUSON, 1993, p. 106). 
Skrymir os aconselha a desistir de seguir viagem, porém Thor mantém a palavra de continuar a seguir para Útgard, assim Skrymir disse que não iria acompanhá-los, então se despede deles e segue em direção ao norte, pois a cidade de Útgard ficava para leste. Os quatro viajantes continuaram seu caminho e ao meio-dia chegaram diante de uma enorme fortaleza, com portões tão altos que quase se perdia de vista. Thor tentou abrir a gigantesca porta, mas mesmo sua poderosa força não foi capaz de fazê-la, então eles encontraram brechas na porta e por ali adentraram a fortaleza e lá dentro encontraram um grande palácio, ao chegarem numa enorme sala, onde havia vários gigantes sentados em bancos diante de uma longa mesa, eles avistaram em um trono, o rei Útgard-Loki. 
Útgard-Loki observa os quatro visitantes. 
      "Em seguida, chegaram ao rei Útgard-Loki e o saudaram, mas isso ocorreu um pouco antes de que ele os notasse. Ele sorriu sarcasticamente para eles e disse: 'Novidades viajam lentamente através de longas distâncias, ou estarei incorreto ao afirmar que este fedelho seja Ökuthor? Creio que deves ser mais forte do que pareces. Quais habilidades pensam tu e teus companheiros dominar? Não permitimos que alguém que não domine alguma arte ou possua algum conhecimento permaneça entre nós". (STURLUSON, 1993, p. 107).
      Nesse ponto da história notamos que o gigante feriu o orgulho de Thor e também de Loki. O curioso desse mito, é que embora Thor fosse famoso por ser um assassino de gigantes, Utgard-Loki e seus homens não aparentavam medo, e começaram a duvidar se o deus ruivo realmente era forte e teria realizado os feitos que se contavam. Thor indignado com aquela afronta decidiu provar seu valor, assim os gigantes propuseram desafios. Irei resumir o acontecimento.
      O primeiro desafio foi dado a Loki, o qual disse que conseguiria comer mais rápido que qualquer um dos gigantes. Ele iria competir contra o gigante Logi ("Fogo"). Os dois se sentaram nas pontas da mesa e começaram a devorar toda a comida que havia sobre esta, mas no fim Logi conseguiu vencer a competição. 
   O segundo desafio foi proposto a Tjálfi o qual disse que poderia participar de uma corrida, pois era conhecido por ser um exímio velocista. Assim, todos foram para o campo nos arredores da fortaleza, e Tjálfi correria contra o gigante Hugi ("pensamento"). Após três tentativas, Tjálfi perdeu as três para Hugi. 
      Por fim, chegou a vez de Thor. Útgard-Loki propôs três desafios para o trovejantes deus. O primeiro seria beber cerveja em um chifre, o mais depressa possível. O gigante disse que os bons bebedores, o faziam apenas em um trago. O copeiro retornou com um enorme chifre cheio de cerveja e o entregou ao deus o qual se esforçou para beber o mais depressa possível, mas quando notou, praticamente não havia bebido nada. O deus tentou mais duas vezes, mas também não conseguiu esvaziar o corno e nem se quer beber um terço do seu conteúdo. O gigante disse que o pior dos gigantes bebia aquilo em apenas três goles, e o formidável Ásathor não conseguira fazer isso. 
Thor durante a competição de esvaziar o corno com cerveja. 
      O segundo desafio, era erguer o grande gato de Útgard-Loki, o qual ele dizia que os seus homens faziam isso como se fosse brincadeira de criança. Então um grande gato cinza (as vezes ele é retratado como sendo preto), apareceu diante de Thor. Então o deus o segurou pela barriga e fez força para erguê-lo, mas o bichano parecia ser pesado como uma montanha. Depois de algumas tentativas, o deus notou que conseguiu apenas erguer uma das patas do felino. Aquilo o enfureceu.
Thor tentando levantar o gato gigante de Útgardi-Loki. 
      "Útgardi-Loki disse: 'Isso se seguiu como eu suspeitava. O gato é bastante grande, mas Thor é baixo e pequeno comparado a qualquer homem que aqui se encontra'. Thor disse: 'Podes chamar-me de pequeno, mas permita que um dos seus venha a combater comigo, pois agora estou em fúria'". (STURLUSON, 1993, p. 111). 
      Útgard-Loki aceitou a proposta, mas disse que o deus não estava a altura de combater nenhum de seus soldados, e ao invés de designar algum dos guerreiros mais fracos, pois o rei gigante desdenhava da força de Thor, ele designou sua madrasta, a velha Elli para combater em um combate desarmado com o deus do trovão. 
Thor confrontando a giganta Elli.
      Após desferir vários ataques contra a velha giganta, a mesma parecia que não sentia dor com nenhum daqueles golpes. Thor perplexo com aquilo, continuou a atacar com mais força, mas com apenas um tapa da giganta ele caiu no chão desnorteado com o que aconteceu. Útgard-Loki encerrou a luta e considerou que o deus havia sido derrotado. Ao mesmo tempo ele completou dizendo que se o poderoso Thor não conseguia derrotar uma velha, do que dizer confrontar os seus guerreiros. 
     O rei disse que os quatro viajantes poderiam passar a noite em seu palácio, e no dia seguinte eles foram saudados com um farto café da manhã, antes de irem embora. Já fora da fortaleza Útgard-Loki se pôs a contar toda a verdade, tudo o que havia ocorrido era uma farsa, ele havia usado magia para enganá-los. Primeiro ele contou que o gigante Skrymir na realidade era ele sob outra forma. As três pancadas que Thor havia desferido, na realidade foram dadas numa imensa rocha e não na cabeça do gigante. Útgard-Loki apontou para uma pedra que se encontrava destruída após as marteladas.
      O gigante Logi na realidade era o "Fogo", logo, o fogo consome tudo em seu caminho, e seria impossível para Loki derrotá-lo. Isso é curioso pois Loki era considerado o deus do fogo, e como ele poderia perder para o elemento que ele estava atribuído?
      O gigante Hugi, era na realidade o pensamento de Útgard-Loki transfigurado, logo, nada é mais rápido que a velocidade do pensamento (pelo menos na época dessa história assim se acreditava). 
      O corno de cerveja que Thor tentou beber, na realidade não contia cerveja, mas estava ligado ao mar. Daí o deus esforça-se para esvaziá-lo, mas ninguém conseguiria "beber o mar", contudo Thor conseguiu fazer o nível do mar baixar um pouco, algo que surpreendeu Útgard-Loki. O gato gigante na realidade era a Serpente de Midgard, chamada Jormungand, a qual foi transformada naquele felino. A serpente era a maior criatura do mundo, e Thor conseguiu erguer uma parte dela, um feito incomparável.Por fim, a giganta Elli era a "Velhice", logo, nenhum mortal consegue confrontar a velhice a qual é a mensageira da morte, mas Thor conseguiu resistir bastante tempo contra a mesma e se empenhou em derrotá-la. 
      "E quando Thor ouviu esta história, agarrou seu martelo e brandiu-o nos ares; mas, no momento em que estava para desferir o golpe, não mais viu Útgard-Loki. Então, voltou-se para a fortaleza com intenção de destruí-la, e não mais a viu - somente vastas e belas planícies". (STURLUSON, 1993, p. 114).
      Esse mito é interessante pois ele é ambíguo: numa hora, o deus é feito de tolo, mas no fim descobre-se que realmente ele era poderoso como se dizia. Aqui podemos notar que a ideia do mito era mostrar que realmente Thor era poderoso, mas os contadores dessa história se valeram de algum artifício poético, para dá um tom de suspense e cômico a trama, mostrando um deus fraco, mas que na realidade era forte, mas havia sido enganado pelo uso da magia. A magia é uma fato recorrente na mitologia escandinava e na religião destes povos. 

Fonte das ilustrações e texto:
http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br

Deuses e Mitos do Norte da Europa

Fonte da ilustração: http://tcmdblog.wordpress.com

     Deuses e mitos do norte da Europa, de Hilda Davidson. São Paulo: Madras, 2005. Um dos grandes clássicos da historiografia escandinavística. Com uma linguagem densa e com muitos detalhes, mas ainda assim acessível aosestudantes. A edição é prejudicada pela péssima tradução.

Fonte: 
https://www.academia.edu/1741588/Guia_critico_da_mitologia_escandinava_fontes_e_bibliografia_._WEBARTIGOS.COM_2010; publicado por

sábado, 18 de janeiro de 2014

"Thor" e os Quadrinhos

     O Poderoso "Thor" foi criado em 1962 por Stan Lee, Jack Kirby e Larry Lieber sendo um dos primeiros heróis da editora em sua nova fase na "Era de Prata": na qual o Universo Marvel estava sendo forjado e uma avalanche de novos personagens surgiam a cada mês nas revistas da época.






      A 1º aparição e origem de "Thor" foi publicada na revista "Journey Into Mystery" (Jornada ao Mistério) nº 83, que até então era dedicada à publicação de contos de ficção científica e monstros gigantes dos anos 50. Nessa edição de estréia, a origem de Thor seguia essa mesma linha narrativa: com o Dr. Donald Blake encontrando o martelo de Thor numa caverna e livrando a Terra de uma invasão alienígena orquestrada pelos "Homens de Pedra de Saturno" (inspirados nas misteriosas estátuas gigantes da Ilha da Páscoa). A partir daí, o Deus do Trovão passaria a estrelar todas as edições seguintes da revista (até a mesma ser rebatizada com seu nome).

      Essa 1º fase de "Thor" foi publicada aqui no Brasil pela Ebal (em P&B) e republicada recentemente pela Panini na "Biblioteca Histórica Marvel" (que encaderna as 18 primeiras histórias de Thor em ordem cronológica). A Panini também encadernou algumas das melhores aventuras dessa fase no especial dedicado ao Thor na "Coleção Histórica Vingadores" (lançada este ano).

      Depois da Ebal, foi a vez da Bloch publicar uma revista própria do Thor e a capa do nº 1 (q abre esta matéria) traz o espetacular confronto de "Thor X Hércules". Esse foi o 1º gibi do Thor q eu li, e na época me impressionou ter visto um herói perder a briga no final (Thor é derrotado depois de levar uma surra do Hércules: os 2 brigaram e destruíram a cidade por causa da enfermeira Jane Foster: namorada do Thor). A capa estampa a chamada: "A Força de Plutão" (que na verdade é um vilão do Olimpo que arma essa briga entre os 2 deuses).


      A saudosa revista "Heróis da TV" nº 1 (da Abril) estreava em 1979 e já trazia logo de cara uma aventura espetacular onde Thor enfrenta 2 das mais temidas entidades cósmicas da Marvel: "Galactus - O Devorador de Mundos" e "Ego - o Planeta-Vivo". E foi nessa revista q Thor faria carreira durante um longo período com algumas de suas mais emblemáticas aventuras, que variavam entre a fase clássica desenhada por Kirby e a igualmente consagrada fase de John Buscema.

      No nº 7 de HTV uma chamada de capa: "A Batalha do Século" prenunciava o confronto entre "Thor X Surfista Prateado" que causou impacto entre os leitores da época. Manipulados por uma das muitas artinhanhas de "Loki" (Deus da maldade e da trapaça), os 2 heróis travam uma luta espetacular já republicada várias vezes no Brasil (a última foi pela Panini na "Biblioteca do Surfista").

    Após tantas histórias inesquecíveis, a Abril ainda publicaria (a partir de HTV 101) a fase que é a preferida entre vários fãs de Thor: a série produzida por Walt Simonson e que alçou o gibi do herói ao topo das listas de melhores títulos publicados naquele período. Após o cancelamento de HTV na edição 112, a fase Simonson continuou sendo publicada na íntegra em mini-séries e passando pro mix da revista "Superaventuras Marvel". Recentemente foi republicada integralmente pela Panini numa coleção de 5 encadernados: "Os Maiores Clássicos de Thor" 1-5.


    A fase atual do Thor em 2 edições em formato de luxo: "Renascer dos Deuses" e "Em Nome do Pai". Mas da fase contemporânea, a maior obra-prima produzida com o personagem, sem dúvida é: "LOKI" (capa acima ao lado de HTV nº 1). Narrada pelo irmão de Thor (o Deus do Mal: Loki), a série mostra a ascensão do vilão ao trono de Asgard e como seria seu sinistro e amargo reinado (que termina de forma trágica e brutal). A série "Loki" foi adaptada pra um desenho animado (disponível em DVD).

    A galeria de vilões do Thor é vasta: "Loki", "Encantor", "Executor", "Mr. Hyde", "Cobra","Gárgula Cinzento", "Zarrko - O Homem do Amanhã", "Gangue da Demolição", "Homem-Absorvente", "Galactus", "EGO", "Homem-Radioativo", "ULIK", "Kurse", "Hela", "Gigantes de Gelo", "Surtur", e vários outros.

   Abaixo a capa de um gibi do "Thor" (da Ebal) q trouxe a 1º aparição de um famoso super-herói Marvel no Brasil :


Fonte: 
http://submundo-hq.blogspot.com.br

Saga de Asgard - Cavaleiros do Zodíaco

     A Saga de Asgard é um dos arcos principais do anime Os Cavaleiros do Zodíaco, criado por Masami Kurumada. É exclusivo do anime, tendo sido criado pela produtora Toei Animation porque a produção da série animada estava quase acompanhando a produção do mangá. Foi inspirada no filme A Grande Batalha dos Deuses.
 

Personagens principais da Saga 

 Odin: Deus supremo de Asgard.


 Hilda de Polaris: Representante de Odin na Terra.
                              

                                  Freya: Irmã de Hilda.


Enredo

     Hilda de Polaris é a representante do deus, sacerdotisa, Odin (mitologia nórdica), na Terra, tendo como missão garantir a paz em Asgard. No entanto, após receber de Poseidon o Anel do Nibelungo, Hilda passa a seguir ordens do deus grego, declarando guerra a Atena. Escravizada com o anel de Nibelungos, transformando-a em uma pessoa maléfica, e dando-a também poderes quase tão grandes quanto de um deus.
      Hilda parou rezar para Odin e por isso as calotas polares começam, aos poucos a derreter. Seyia e os outros, se dirigem a Asgard para averiguar a situação.
      Lá eles descobrem sobre o poder do anel de nibelungos e para libertar Hilda desta maldição deveriam encontrar e reunir as 7 safiras de Odin, para com elas se apoderarem da espada Balmong (única arma capaz de destruir o temível anel).
    As safiras porém eram guardadas pelos sete guerreiros-deuses, os cavaleiros de Asgard, e é nos confrontos contra esses 7 guerreiros que se desenrola toda a saga. Cada guerreiro deus possui uma armadura correspondente a um deus, herói ou a uma criatura da mitologia nórdica. As batalhas se seguem e é inclusive revelado um oitavo guerreiro deus Bado, o tigre das sombras, irmão gêmeo de outros dos guerreiros-deuses, Shido o tigre das sombras.

Constelação da Ursa Maior

     A Constelação da Ursa Maior (UMa) é uma das mais facilmente identificáveis nos céus noturnos do hemisfério norte e as suas estrelas principais conferem a esta constelação uma imagem muito característica.Ela é a constelação mais importante das regiões nórdicas, tanto que por lá não é chamada de Ursa Maior, e sim chamada de “A Carruagem de Odin”.Segundo a mitologia nórdica, cada uma das estrelas que compõem a Ursa Maior são criaturas mitológicas escolhidos pelo deus Odin para formar parte desta constelação no céu. Esta constelação localiza-se muito próximo do pólo norte celeste. Percebe-se a proximidade da uma relativamente à Estrela Polar (Polaris), estrela alfa, localizada na constelação da Ursa Menor e que coincide quase com o Pólo Norte Celeste. A região ocupada pelas sete estrelas é apenas uma pequena parte de toda a constelação. Na verdade a Ursa Maior ocupa uma área muito mais vasta (é na realidade a terceira maior constelação) fazendo fronteira com outras oito constelações.
     Tomando por base as oito principais estrelas que compõe a constelação da Ursa Maior, foram criados os Guerreiros Deuses de Asgard, que eram protegidos pelas estrelas pertencentes à já mencionada constelação. Os nomes próprios de cada estrela foram utilizados também como designação à Vestimenta Sagrada, chamada de Robe Divina, de cada um deles: Dubhe (Alfa), Merak (Beta), Phecda (Gama), Megrez (Delta), Alioth (Epsilon), Mizar (Zeta) e Benetnasch (Eta). A estrela Eta possui nomes ambíguos e ambos são corretos: Benetnasch ou Alkaid. No Anime só é aplicado a Mime o nome “Benetnasch”. Destas sete estrelas, Dubhe (Alfa) e Merak (Beta) apontam diretamente à estrela Polaris e por isso são denominadas “Guardas” (da Ursa Maior). Também merece particular destaque Mizar (Zeta). Esta é de fato a estrela mais famosa da Ursa Maior. Uma observação mais atenta, mesmo a olho nu, revela a presença de uma companheira de magnitude aparente 4.3. Trata-se de Alkor, uma estrela da seqüência principal. Alkor e Mizar estão separadas por apenas 12 minutos de arco. Contudo este sistema binário é apenas aparente. As duas estrelas estão apenas e tão somente alinhadas quase na mesma direção com Alkor cerca 3 a 4 anos luz mais distante do que Mizar. Diz-se que este par forma um binário óptico.



Guerreiros Deuses


     São os combatentes do deus Odin. Representam as estrelas da constelação de Ursa Maior. Os Guerreiros Deuses são da terra nórdica de Asgard, onde são comandados por Hilda de Polaris. Apesar de se chamarem "Guerreiros deuses", suas habilidades se equivalem as dos Cavaleiros de Ouro.
Odin confiou a cada guerreiro deus a guarda de uma safira. Ao reunir todas as safiras, é possível despertar a poderosa Armadura de Odin.
     A fonte mitológica para a criação dos Guerreiros Deuses é fundamentada pelo mito nórdico dos Einherjar. Também conhecidos como "Os Guerreiros Divinos de Odin", os Einherjar são os guerreiros mortos recolhidos pelas Valquírias para irem ao palácio de Valhala, onde viverão em banquetes e fartura até o derradeiro dia do advento do Ragnarök. As valquírias escolhiam apenas os melhores e mais heróicos guerreiros, tais como Sigurd, Bodvar Bjarki, Beowulf, Hrolf Kraki e o rei Volsungo.Em Asgard, eles festejavam à noite e lutavam durante o dia. Seus ferimentos eram curados magicamente. Dessa maneira, realizavam sua preparação interminável para estarem prontos para o Ragnarök. Mas somente a metade destes guerreiros são acolhidos por Odin, a outra metade dos bravos guerreiros que tombaram no campo de batalha, são recebidos pela deusa Freya em seu palácio, chamado Fólkvangar ("campo de batalha"). Ainda assim, no fim dos tempos, o deus Heimdall tocará sua trombeta Gjallahorn, convocando estes guerreiros mortos a se reunirem em um só grupo e marcharem ao lado dos deuses, contra os gigantes e os monstros liderados por Loki.
São eles:
  • Thor (Guerreiro Deus de Phecda, Estrela Gama da constelação de Ursa Maior). Antes de se tornar guerreiro deus, dividia sua comida com os pobres de Asgard. Têm como arma o martelo Mjöllnir (Miolnir), e trava uma luta intensa contra Seiya de Pégaso e assim como os demais guerreiros não acredita que Hilda pudesse estar enfeitiçada, então Seiya o derrota. Seu golpe principal é o Hércules Titânico. Em sua luta contra ele Seiya admite que Thor foi o homem mais forte que ele havia enfrentado desde então e fica impressionado com seu poder.
  • Fenrir (Guerreiro Deus de Alioth, Estrela Épsilon da constelação de Ursa Maior). Fenrir quando criança perdeu seus pais, mortos por um gigantesco urso e foi abandonado pelas pessoas que ele acreditava serem amigas. Fenrir foi salvo por uma alcatéia de lobos e desde então passou a não confiar em humanos. Enfrenta Shiryu de Dragão e quase o mata com a ajuda dos seus amigos lobos, não acreditando no que o cavaleiro lhe dissera sobre Hilda e a amizade, porém no fim Shiryu vendo que não podia atacá-lo diretamente usou um Cólera do Dragão em uma cachoeira congelada para acabar com ele. Seu golpes são: a Garra do Lobo Assassino e o Golpe do Lobo Imortal.
  • Hagen (Guerreiro Deus de Merak, Estrela Beta da constelação de Ursa Maior). Um dos guerreiros mais leais a Hilda, e também um dos mais poderosos juntamente com Siegfried. Têm uma relação especial com Freya, a irmã de Hilda o que fez a sua raiva contra Hyoga aumentar, pois ele acreditava que o Cavaleiro de Cisne estava manipulando ela. Desde a infância treinou em uma caverna vulcânica. Domina tanto o fogo quanto o gelo. Na luta com Hyoga de Cisne , acaba perdendo com muita dificuldade, não acreditando que Hilda estava enfeitiçada. Seu golpes são a Força Congelante e o Raio de Fogo.
  • Mime (Guerreiro Deus de Benetnasch, Estrela Eta da constelação de Ursa Maior). Quando tinha onze anos, Mime matou seu pai de criação Folken, após descobrir que o mesmo havia matado seus verdadeiros pais. Depois disso, parou de demonstrar sentimentos, e lutando contra Ikki de Fênix, o guerreiro se lembra da verdade sobre seu pai e acaba se arrependendo dos seus pecados e confia seu sonho a Ikki antes de morrer. Usa uma lira para lutar. Seu golpe é o Réquiem de Cordas. Também possui um ataque de múltiplos raios à velocidade da luz semelhante ao de Saga de Gêmeos e Aiolia de Leão.
  • Alberich (Guerreiro Deus de Megrez, Estrela Delta da constelação de Ursa Maior). Era o único dos guerreiros deuses que sabia que Hilda estava dominada pelo feitiço do anel do Nibelungo, tendo inclusive visto a cena. Tendo em vista tal situação, resolveu se aproveitar da luta entre os guerreiros deuses e os cavaleiros de bronze para conquistar o mundo. Aproveitando-se da sua inteligência e desonestidade acaba quase vencendo todos os cavaleiros de Atena mesmo não sendo muito poderoso, mas acaba sendo derrotado por Shiryu que aprendeu a lidar com seus golpes. Pretendia conseguir todas as safiras de Odin para conseguir a armadura de Odin e controlar o mundo no lugar de Hilda. Seus golpes são a Couraça de Ametista, a Espada de Fogo e a Unidade da Natureza.
  • Shido (Guerreiro Deus de Mizar, Estrela Zeta da constelação de Ursa Maior). Um dos mais fortes guerreiros deuses, é o primeiro a enfrentar os cavaleiros de Atena, e o único a enfrentar um cavaleiro de ouro, Aldebaran de Touro, levando a vitória com a ajuda de seu irmão Bado de Alcor. Enfrentou Shun de Andrômeda e por pouco não o venceu graças ao poder da Tempestade Nebulosa de Shun. Seus golpes são o Impulso Azul e as Garras do Tigre Negro.
  • Bado (Guerreiro Deus de Alcor, Estrela Zeta da constelação de Ursa Maior). Irmão gêmeo de Shido é mais poderoso que ele e foi o responsável pela derrota de Aldebaran de Touro na luta contra Shido. Desconhecido por todos os outros guerreiros e cavaleiros à exceção de seu irmão e Hilda, foi descoberto por Shaina de Ofiúco que o enfrentaria mais tarde. Quando pequeno foi abandonado por sua família, já que em Asgard acreditava-se que gêmeos davam má sorte. Sempre ataca junto com seu irmão, porém nunca aparece. Só apareceu quando seu irmão foi atacado fortemente por Shun, que tentava conseguir a safira de seu irmão, mas ao tentar matar Shun sorrateiramente foi interceptado por Shaina que travou uma rápida luta com ele, mas foi derrotada. Acabou levando um golpe mais forte de Ikki, que é pego de surpresa por Shido que confessa que sua família nunca o esqueceu e segurando Ikki manda Bado atacar, mesmo correndo risco de morte. Mas Bado, vendo que amava seu irmão não o atacou e Shido morreu. Em homenagem ao seu irmão levou o corpo dele para ser enterrado na cidade natal de seus pais. Seu golpe é a Garra do Tigre da Sombra.
  • Siegfried (Guerreiro Deus de Dubhe, Estrela Alfa da constelação de Ursa Maior). O mais poderoso dos guerreiros deuses e o mais leal a Hilda junto com Hagen. Diz a lenda, que seu ancestral derrotou o dragão Fafnir e se banhou com seu sangue porém, uma folha o cobriu em ponto de suas costas, semelhante ao do Shiryu, de modo que, não se molhou ali. Por também ser um guerreiro com poderes baseados em dragões, tem um
    único ponto fraco, assim como Shiryu, mas mesmo assim sobreviveu após levar três golpes neste ponto, sendo um mais forte que o outro. Abateu facilmente os cavaleiros, mas quando finalmente ia ser derrotado por Seiya, Sorento de Sirene surge, conta a verdade sobre Hilda e o Anel e diz que Siegfried deveria se submeter a Poseidon. Siegfried, já ferido do combate com Seiya, não tem mais forças para combater Sorento e usa um ataque final suicida, tal qual o Último Dragão de Shiryu, sumindo no horizonte junto com Sorento (que durante a luta contra Poseidon, explica como sobrevivera ao ataque). Seu ataques são a Espada de Odin, um golpe em que ele suicida-se de forma semelhante ao Último Dragão de Shiryu e o Vendaval do Dragão.