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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Anões




Fonte da ilustração: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Two_V%C3%B6lusp%C3%A1_Dwarves_by_Fr%C3%B8lich.jpg

Os anões aparecem freqüentemente nos mitos e lendas nórdicas e germânicas, onde são vistos como tendo seus próprios chefes e atribuições diversas; não são belos, mas de inteligência superior, muitos deles conhecem o futuro; e usam grandes barbas.
Na Edda em Prosa de Snorri Sturluson, os anões nasceram dos vermes que roíam o cadáver do gigante Ymir; mas conforme a versão descrita na Edda Poética (A Profecia da Vidente), eles surgiram dos ossos e do sangue do gigante Blain. Os primeiros anões foram nomeados pelos deuses de Mótsognir e Durinn. Temos ainda vários de seus nomes mencionados nessa balada, são: Dvalinn, Nár, Náli, Nain, Dain, Bívör, Bávör, Bömbur, Nóri, Ori, Oin, Vig, Vindalf, Þorinn, Fíli, Kíli, Víli, Þrár, Þráinn, Þekk, Lit, Vitr, Nyr, Andvari, Alf, Yngvi, Eikinskjaldi, Fjalar, etc. Entre eles temos os quatro anões guardiões dos quadrantes: Norðri (Norte), Austri (Leste), Suðri (Sul), e Vestri (Oeste).
Snorri Sturluson não distinguiu os anões e os Elfos da Noite, ou elfos escuros (Svartálfar), mas enquanto os primeiros vivem em Nidavellir, um dos chamados Nove Mundos criados pelos deuses, e alguns deles habitam até mesmo em Midgard, os Elfos da Noite vivem em Svartalfaheim, situado logo acima de Niflheim. Mas de qualquer forma os anões são seres que vivem debaixo da terra, no subterrâneo, pois a luz tem o poder de transforma-los em pedra.
Os anões são hábeis artífices; são particularmente peritos no trabalho de forja, faziam não só armas dos deuses mas também as jóias das deusas; Thor lhes deve seu famoso martelo Mjölnir, Frey seu navio mágico e seu javali de ouro, Sif seus cabelos de ouro, Freyja seu colar de ouro Brisingamen, e Odin a lança Gungnir que nada podia deter; Odin também possuía o anel Draupnir, que, como o anel de Andvari, tinha o poder de multiplicar as riquezas de quem o tivesse em seu poder. Entretanto, os anões também possuem má reputação, pois são vistos usualmente como gananciosos, quando diante dos metais preciosos, e além disso ladrões e trapaceiros.
A crença nos anões foi sem dúvida a mais popular de todas; até o século XVIII, na Islândia, os camponeses mostravam rochedos e colinas afirmando, com a mais absoluta convicção, que lá moravam verdadeiros formigueiros de pequeninos anões do mais agradável aspecto. Entre os quais, eram os mineiros os mais afeitos a tais crenças, pois, trabalhando sob a terra, estavam no território onde se acreditava habitar esses pequeninos seres, que eram, igualmente, os senhores dos metais; por isso dizia-se, quando um mineiro encontrava um anão nas galerias subterrâneas, era sinal de que um bom e belo "filão" estava próximo, pois atribuía-se aos anões só trabalharem onde a terra escondia preciosos tesouros; um desses tesouros é célebre na poesia épica alemã Nibelungenlied: o rei dos Nibelungos, do qual o anão Alberich era o guarda; Siegfried, o herói dos Nibelungos, apropriara-se desse tesouro fabuloso depois de ter vencido o anão Alberich e ter dele exigido juramento de fidelidade.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%B5es_%28mitologia%29

Jotun


 
Fonte da ilustração: http://dungeonsdragons.wikia.com/wiki/File:Frost_Giant_by_boudicca.jpg

Os Jotun (em português gigantes, em nórdico antigo Jotun ou Jötunn) são uma raça mitológica com força sobre-humana e se manifestam sempre em oposição aos deuses, embora frequentemente eles se misturassem ou até mesmo tomassem por matrimônio alguns deles, tanto os Æsir e os Vanir. Sua fortaleza é conhecida como Utgard, e ficava situada em Jotunheim, um dos nove mundos da cosmologia dos nórdicos, separados de Midgard, o mundo dos homens, por montanhas elevadas e por florestas densas. Os que viviam em outros mundos diferentes dos seus próprios, pareciam preferir cavernas e lugares escuros.
Em nórdico antigo, eles eram chamados jotnar (singular, o jotun), ou risi (singular e plural), em particular um bergrisi, ou þursar (singular, þurs), em particular, hrímþursar. As gigantes podem também ser conhecidas como gýgr.
Jotun provavelmente se deriva da mesma raiz que "comer" (eat em inglês), mantendo o mesmo significado original de "glutão" ou "homem-comedor." Seguindo a mesma lógica, þurs pode se derivar do atual "sede" (thirst em inglês) ou "bebedor de sangue" (blood-thirst em inglês). Risi é provavelmente uma palavra aparentada à "ascensão" (rise em inglês), o que pode significar "pessoa elevada." A palavra Jotun apareceu pela primeira vez em inglês arcaico como Yotun, e eventualmente semearam as variantes como Geottin, Eottan, e Eontann, de onde pode ser obtido o Yettin, Ettin e ent, respectivamente. Yettin é um falso cognato para Yeti.
"Thurs"(gigante) também é o nome de uma runa, que evoluiu mais tarde para a letra Þ.
O primeiro ser vivo que foi formado no caos primeval, denominado Ginungagap, era um gigante de tamanho monumental, chamado Imer. Ao adormecer pela primeira vez, uma filha e um filho gigante cresceram de suas axilas, enquanto seus dois pés copulavam, nascendo deles um monstro com seis cabeças. Supostamente, estes três seres deram ascensão à raça dos hrímþursar (gigantes das rimas ou gigantes gelados), que povoou Niflheim, o mundo da névoa, do frio e do gelo. Ao contrário dos gigantes, os deuses reivindicam, preferivelmente, sua origem a partir de Buro. Quando o gigante Ymer foi subsequentemente assassinado por Odin, por Vili e por Ve (netos de Buro), seu sangue (isto é, água) inundou Niflheim e matou todos os gigantes, com exceção de Bergelmer e sua esposa, que repopularam a raça de gigantes.
Os gigantes representam as forças do caos primeval e dos indomados, a natureza destrutiva. Suas derrotas pelas mãos dos deuses representam o triunfo da cultura sobre a natureza, apesar do custo da eterna vigilância. Heimdall vigia, perpetualmente, a ponte de Bifrost, entre Asgard e Jotunheim, e Thor faz frequentemente visitas ao mundo dos gigantes, para assassinar tantos quanto ele for capaz. O Edda descreve a maioria como tendo olhares tenebrosos e intelecto fraco e os compara muitas vezes com o de uma criança.
Como um todo, a aparência dos gigantes é frequentemente descrita como hedionda - garras, dentes, pele escura e características deformadas, além de seu tamanho repugnante. Alguns deles podem ter muitas cabeças ou uma forma totalmente não-humanóide como, por exemplo, Jormungard (a serpente de Midgard) e Fenris (o Lobo), dois dos filhos de Loki, conhecidos como gigantes.
Contudo, quando os gigantes são descritos de forma mais próxima e com mais propriedade, suas características são, frequentemente, opostas. Inacreditavelmente velhos, os gigantes carregavam a sabedoria das epócas já idas. São os gigantes Mimir e Vaftrudener que Odin procura para ganhar seu conhecimento pró-cósmico. Muitas das esposas dos deuses são gigantes. Njord é casado com Skade, Gerda transforma-se na consorte de Frey, Odin ganha o amor de Gunnlod; e mesmo Thor, grande assassino de gigantes, se torna amante de Jarnsaxa, mãe de Magni e Modi. Desta forma, elas aparecem como deusas de menor porte, da mesma forma que Ægir, gigante do mar, muito mais ligado ao deuses do que a pretensa escória que ocupa Jotunheim. Nenhum destes gigantes teme a luz, e no conforto dos seus repousos, não diferem extremamente dos deuses.

Em épocas antigas, os gigantes eram conhecidos na Escandinávia, como trolls. Eles não podiam ouvir o som dos sinos das Igrejas Católicas. Deste modo, viviam longe da civilização, nas montanhas ou nas florestas mais remotas. Às vezes, quando viajavam até algumas povoações humanas, seu objetivo principal, normalmente, era silenciar o clamor dos sinos jogando grandes pedregulhos nas igrejas.

Os gigantes, entretanto, eram reconhecidos como uma raça antiga e em extinção, cujos remanescentes ainda poderiam ser avistados em lugares remotos. Saxo Grammaticus atribuiu o levantamento dos dólmens aos gigantes, além de chamar de "arremessos de gigantes" as grandes pedras encontradas espalhadas pelo país (o que foi provado, mais tarde, serem remanescentes da Idade do Gelo). Este conceito sobreviveu no folclore por um longo tempo, como demonstra uma história lendária na Suécia, cujo conto explica como um gigante , há muitas eras, puxou para cima dois pedaços enormes da terra, dando forma aos lagos Vänern e Vättern, e jogou-os para fora do Mar Báltico, onde se transformaram nas ilhas Gotland e Öland, respectivamente.


Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jotun